Transporte marítimo de pessoas e automóveis no arquipélago dos Açores será alvo de concurso de 18 Milhões

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O Governo Regional dos Açores fez saber ontem que lançará um concurso público internacional, no valor de 18 milhões de euros, para concessão do serviço de transporte marítimo de passageiros e de viaturas. Os operadores a concurso deverão assegurar que as suas propostas de transporte contemplam, entre outras características, a rapidez, a fiabilidade e a intermodalidade. A concessão atribuída vigorará entre outubro de 2015 e dezembro de 2016.

O anúncio foi feito ontem, na cidade da Horta, pelo secretário regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga, que revelou também as obrigações de serviço público a que os operadores concorrentes estarão sujeitos.

“Pretende-se ter um sistema que seja capaz de aumentar, com eficiência, a mobilidade de todos os açorianos, que contribua para o desenvolvimento do mercado interno e que simultaneamente promova a intermodalidade”, explicou.

Os operadores que concorrerem às novas obrigações de serviço público terão de assegurar o transporte marítimo regular de passageiros e viaturas, durante todo o ano, nas ilhas do Grupo Central (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira) e no Grupo Ocidental (Flores e Corvo), assim como o transporte sazonal, de maio a setembro, entre todos os grupos de ilhas da região.

“Queremos um transporte marítimo que responda com fiabilidade, regularidade, rapidez, conforto e eficiência”, insistiu Vitor Fraga, adiantado que as obrigações em causa vão vigorar entre outubro de 2015 e dezembro de 2016.

Logótipo da Transmaçor.Logótipo da Atlânticoline.Uma das novidades das novas obrigações (em relação ao serviço atualmente prestado pelas empresas públicas Atlânticoline e Transmaçor) é a “intermodalidade”, ou seja, a coordenação com o transporte aéreo.

Segundo o secretário regional, o operador terá de “ajustar” os seus horários com os da SATA (a transportadora aérea regional), no sentido de facilitar a “intermodalidade” dos passageiros. Terá ainda de oferecer um serviço de “bagagem e carga integrada”.

“Queremos que o operador tenha disponível para os seus utilizadores a faculdade de despacharem a sua bagagem no ponto de partida, seja ele por via do transporte marítimo ou aéreo, e que recolham a sua bagagem no destino final”, frisou.

Atualmente, mais de 400 mil passageiros utilizam anualmente as carreiras marítimas regulares entre as ilhas do Grupo Central, ao passo que o transporte sazonal movimenta cerca de 190 mil passageiros.

Por: LUSA | Fonte (imagem): atlanticoline.pt

O transporte de carga por via terrestre é mais seguro com a proteção da geolocalização.

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