Sonae: Trabalhadores do polo de logística da Maia anunciam greves para as próximas duas semanas

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As greves voltam esta semana à Sonae da Maia. Os trabalhadores da logística reivindicam o aumento dos salários, que, segundo uma fonte sindical, se encontram congelados há cinco anos. A greve desta semana terá início na quarta-feira e prolongar-se-á até sábado, estando já anunciada outra paralisação para a semana seguinte, entre os dias 2 e 5 de setembro.

O coordenador da região Norte do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), Jorge Pinto, explicou que a paralisação começa na quarta-feira e termina no sábado, durante duas horas diárias em todos os turnos, e contará com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, na sexta-feira.

Nos dias 26 e 28, pelas 15h, realiza-se o piquete de greve, acrescentou Jorge Pinto, que aproveitou para anunciar ainda uma nova paralisação para os dias 2, 3, 4 e 5 de setembro.

O sindicato justifica estas paralisações com a “intransigência da empresa em retomar o diálogo” e, contactada pela Lusa, fonte oficial da Sonae afirmou que “o direito à greve é um direito que assiste a todos os trabalhadores, sendo que a empresa tem sempre pautado a sua atuação por princípios éticos e legais de referência no setor”.

Em causa está um aumento salarial de 30 euros por mês e a atualização em 5% do subsídio de alimentação, que o sindicato garante que “a empresa tem condições” para assegurar porque “tem apresentado, nos últimos anos, resultados bastante positivos” que permitiram “avultados investimentos de milhões de euros”.

“A empresa mantém-se resistente e recusa-se a dialogar. Na semana passada, voltámos a enviar uma nova carta a tentar que o diálogo viesse, mas não teve resposta”, disse Jorge Pinto, contando que as greves anteriores registaram entre os efetivos uma adesão entre os 60% a 70% e que “os seus efeitos fazem-se sentir, com alguns produtos a não chegarem atempadamente” aos pontos de venda do grupo no Norte.

O sindicato quer ainda que a empresa admita mais funcionários efetivos nos seus quadros, em vez de recorrer às empresas de trabalho temporário e adianta que vai apresentar novamente um caderno reivindicativo, aguardando uma resposta da Sonae em setembro/outubro.

“Se não houver resposta, faremos um plenário para decidir novas ações de luta”, disse.

Os trabalhadores da logística da Sonae realizaram já em junho e julho greves idênticas de duas horas em cada turno, que garantem ter afetado o abastecimento das lojas do grupo Sonae.

A 12 de março, o presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, disse que o grupo decidiu aumentar, este ano, o salário de admissão para funções que não requerem qualificações especiais para 520 euros.

Em declarações durante a apresentação de resultados de 2014 da Sonae, que decorreram na Casa de Serralves, no Porto, Paulo Azevedo referiu ter sido decidido aumentar-se em 3% o salário de admissão no grupo, para 520 euros, sublinhando que tal acontece num ano “sem inflação”.

Fonte: Lusa

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