Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil ameaça greve e é acusado pela TAP de “quebra de compromissos”

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Apesar dos compromissos assumidos em dezembro entre a TAP e o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), esta associação acusa a companhia aérea portuguesa e o governo de estarem em incumprimento com os mesmos. O presidente da TAP nega tais afirmações e retribui as acusações do SPAC, apontado o dedo à sua “súbita mudança de atitude” e avisando que uma paralisação teria “consequências graves” para a credibilidade e futuro da empresa. Os pilotos da Portugália e da Transportadora Aérea Portuguesa decidem hoje, em plenário, se vão, ou não, recorrer à greve.

O presidente da TAP, Fernando Pinto, classifica a possibilidade dos pilotos da companhia recorrerem à greve como “uma incompreensível quebra dos compromissos assumidos em dezembro perante o país. Numa mensagem enviada aos trabalhadores, Fernando Pinto considera que esta “súbita mudança de atitude” do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) “provoca espanto dada a perceção legítima de que a normalidade operacional estaria garantida no futuro imediato”.

O SPAC tem marcado para esta quarta-feira, 15 de abril, um plenário onde será decidida a possibilidade de os pilotos da TAP e da Portugália entrarem em greve, acusando o Governo e a companhia de não cumprirem os compromissos assumidos em dezembro.

A TAP contesta esta visão do SPAC e argumenta que “cumpriu rigorosamente a sua parte do compromisso assumido quanto à negociação dos domínios do Acordo de Empresa” e que o SPAC está a invocar acordos inexistentes, “distorcendo ou omitindo factos provados e apresentando montantes imaginários de prejuízos dos pilotos que não têm fundamento racional e razoável “.

Com a possibilidade de uma greve “o SPAC coloca em causa tudo o que de positivo foi entretanto alcançado, em especial todas as garantias consagradas no quadro do futuro da TAP” afirma Fernando Pinto, acrescentando que o regresso “a uma situação de instabilidade operacional” seria “desastroso para a credibilidade da TAP e teria consequências graves”. Neste quadro, o líder da TAP espera que da parte do SPAC “prevaleça o bom senso e o sentido de responsabilidade”.

A TAP está em processo de privatização. O Governo colocou à venda 66% da TAP e os candidatos têm até 15 de maio para apresentar as suas propostas de aquisição da maioria do capital da companhia.

Por: Celso Filipe | Fonte: Jornal de Negócios

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