Reprivatização da EMEF: Siemens, Alstom e Skoda Eletric estão entre os concorrentes

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A reprivatização da EMEF, cujo concurso terminará pelo fim deste mês, tem atraído o interesse de variadas empresas. Em 2014 a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário obteve um resultado líquido positivo de 909 mil euros, um valor que contrasta com os resultados menos positivos de anos anteriores.

O prazo para a entrega das propostas vinculativas relativas à reprivatização da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, deverá terminar no final de junho, à semelhança do concurso para a CP Carga, e já existem, pelo menos, cinco interessados, apurou a Transportes em Revista: Siemens, Alstom, os checos da Skoda Eletric, e ainda uma empresa inglesa e outra do extremo oriente. Os potenciais concorrentes estão obrigados a celebrar um acordo de confidencialidade e só podem aceder ao respetivo caderno de encargos através de uma plataforma eletrónica, não podendo fazer o download ou cópias do documento.
Recorde-se que a Siemens já tem uma parceria com a EMEF, a joint-venture SIMEF, responsável pela manutenção integral de cerca de 55 locomotivas elétricas da CP (séries LE4700 e LE5600). A francesa Alstom é um dos maiores fabricantes mundiais de material circulante e também um dos principais fornecedores da EMEF. Menos conhecida em Portugal, a Skoda Electric possui uma grande presença nos mercados do Leste da Europa, como a Polónia, Ucrânia e Rússia.

Recorde-se que foi aprovado, no passado dia 6 de maio, em Diário da República, o processo de reprivatização das duas empresas. O processo compreende a alienação de ações representativas de até 100% do capital social da CP Carga e da EMEF, recorrendo a uma operação de venda direta de referência que será realizada através de negociação particular a um ou mais investidores, nacionais ou estrangeiros, individualmente ou em agrupamento.

Resultados positivos em 2014

O relatório e contas da CP revela que a EMEF obteve, em 2014, um resultado líquido positivo de 909 mil euros. Nos anos anteriores, a empresa tinha registado um resultado negativo de 3,4 milhões de euros. De acordo com a CP, este resultado deveu-se a um “incremento nos serviços prestados na ordem dos 8 por cento, a par de uma redução ao nível dos gastos operacionais” que contribuiu para “um desempenho muito positivo no ano passado”.
Por: Pedro Pereira | Fonte: Transportes em Revista

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