Quercus culpa transportes pela desflorestação

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Segundo a associação ambientalista Quercus, o setor dos transportes consome quase metade do óleo de palma utilizado pela Europa, referindo o impacto climático do biodiesel e a sua influência no processo de desflorestação.

Cerca de 45% do óleo de palma consumido em território europeu foi utilizado por camiões e carros, alertou o estudo a Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (Transport & Environment – T&E), que a Quercus integra, baseia-se em dados da FEDIOL – Federação Europeia das Indústrias de Óleos Vegetais.

Segundo a Quercus, o setor dos transportes consome quase metade do óleo de palma utilizado pela Europa, referindo o impacto climático do biodiesel

Estamos a falar de uma quantidade de óleo capaz de encher quatro piscinas olímpicas por dia, mais ou menos 10 milhões de litros.

Pior que o fóssil e é Tempo de mudar

Segundo a Quercus, o setor dos transportes consome quase metade do óleo de palma utilizado pela Europa, referindo o impacto climático do biodiesel

A Quercus assinala que, na Europa, o recurso ao óleo de palma para a produção de biodiesel aumentou seis vezes entre 2010 e 2014 e lembra um estudo da Comissão Europeia que aponta para um impacto climático do biodiesel produzido a partir de óleo de palma três vezes superior ao do gasóleo fóssil.

O cultivo da palma está associado a graves impactos ambientais, como a desflorestação e a drenagem de turfeiras no Sudeste Asiático, na América Latina e também no continente africano”, explica a Quercus.

A Europa – que não produz palma – é o segundo maior importador mundial de óleo de palma, sendo o biodiesel produzido a partir de óleo vegetal virgem o mais utilizado, com três quartos do mercado europeu.

Além dos problemas associados à desflorestação, a Quercus sublinha que os biocombustíveis implicam também um aumento das emissões no setor dos transportes, não contribuem para uma maior segurança energética nem ajudam os agricultores europeus.

A Quercus defende, por isso, que “é necessário descontinuar a utilização de biocombustíveis de primeira geração até 2020” e acabar com a ideia de que os biocombustíveis contam como “zero emissões” no cumprimento das metas climáticas.

Fonte: Sic Notícias (adaptado) | Fonte (imagem) : Público

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