Presidente da Câmara do Porto critica subconcessão STCP / Metro do Porto

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O presidente da Câmara Municipal do Porto teceu críticas ao novo concurso de subconcessão da STCP e do Metro do Porto. O autarca afirma que há falhas do caderno de encargos, que se manteve igual ao do primeiro concurso, as quais fazem com que “a equação económica” continue a ser inviável. Apesar das críticas feitas e do resultado obtido no primeiro concurso de subconcessão dos transportes públicos do Porto, as regras e caderno deste segundo concurso mantiveram-se inalteradas.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, atacou esta manhã o processo de subconcessão da Metro do Porto e da STCP, que será adjudicado por ajuste direto, depois do falhado o concurso anterior.

O autarca lembrou que já tinha avisado anteriormente sobre as falhas no caderno de encargos. “Estes concursos são como as árvores, quando nascem tortos nunca se endireitam”, recordou o autarca.

A Câmara levantou novamente o caderno de encargos e chegou à conclusão que não havia nada de novo. “A equação económica continua a ser impossível”, referiu Rui Moreira.

O autarca adiantou ainda que o Conselho Metropolitano do Porto se irá reunir esta semana e tomar uma posição sobre o assunto.

Rui Moreira reconheceu, no entanto, que juridicamente não pode fazer nada para travar esse processo que é “eminentemente político”. Mas recusou ligar esta questão às eleições que terão lugar em outubro.

O autarca disse que o erro foi “lançar as duas empresas em simultâneo”, referindo que o mais importante era ter conseguido uma solução para a Metro primeiro, que já tem uma concessão.

O Governo resolveu convidar as 24 entidades que tinham apresentado propostas no primeiro concurso e deu-lhes 12 dias para apresentar nova proposta. Isto aconteceu depois de ter falhado o primeiro concurso, no qual ficou apenas um consórcio espanhol, que acabou por não avançar.

O autarca acredita que com este caderno de encargos o serviço seja degradado, algo que diz já ter acontecido este ano.

Este “negócio, portanto, só seria viável à custa dos utentes”, disse Rui Moreira.

Por: Alexandra Noronha | Fonte: Jornal de Negócios

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