Opção de fixar o novo terminal de contentores no Barreiro criticada pela Ordem dos Engenheiros

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A escolha do Barreiro como destino do novo terminal de contentores continua a ser alvo de comentários menos favoráveis. A Ordem dos Engenheiros já havia criticado a ideia e emitiu recentemente novas declarações que vêm reforçar o ponto de vista expresso. Carlos Matias Ramos, Bastonário da Ordem, é da opinião que as obras de preparação da infraestrutura serão mais dispendiosas do que o projetado, devido a imprecisões na estimativa feita, e pede a divulgação dos estudos que motivaram a escolha desta localização na margem sul.

A Ordem dos Engenheiros, numa sessão promovida há um par de meses, já tinha lançado críticas ao projeto Barreiro e a muitos dos dados apontados para a sua execução. E, novamente pela mão do seu Bastonário, Carlos Matias Ramos, renova agora as críticas à opção, pedindo a divulgação dos estudos que justificam a escolha desta localização.
Ao Negócios, o Bastonário da Ordem dos Engenheiros afirmou mesmo que o terminal não custará os 600 milhões de euros que se fala mas sim algo como 827 milhões, mais 227 milhões, justificando estes valores com o investimento que é necessário fazer nas acessibilidades marítimas.
E usa como base a experiência que tem em obras de assoreamento no Tejo, salientando que o canal a ser dragado será de 200 metros e não os 150 que se fala, à cota de -18 e -20 metros, algo até agora nunca feito por aqui. A isso juntam-se as dragagens de manutenção, na opinião da Ordem, que terão custos a rondar os 20 milhões.
Matias Ramos deixou o desafio para que sejam apresentados os estudos que justifiquem a escolha do Barreiro, lembrando as alternativas de Setúbal ou Santa Apolónia. E acaba com uma declaração enigmática: “É preferir gastar mais tempo agora [na decisão], do que mais dinheiro no futuro”.

Fonte: Cargo News

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