Mega-Camiões geram discórdia em Espanha – Transportadoras temem excesso de oferta

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Existe um clima de discórdia quanto à permissão da circulação dos mega-camiões com 25,25 metros de cumprimento e 60 toneladas de peso bruto em território espanhol, tendo já sido publicado no Boletim Oficial do Estado (BOE) espanhol a Ordem que altera o anexo IX do Regulamento Geral de Veículos no sentido de permitir a circulação dos chamados mega-camiões.

O governo espanhol justifica a medida dizendo que os avanços tecnológicos dos veículos e das estradas permitem a circulação de maiores dimensões e maior peso bruto, e acrescenta que os novos conjuntos aumentarão a eficiência e a competitividade do transporte rodoviário de mercadorias.

Todavia, os mega-camiões não poderão circular livremente pelas estradas espanholas. Será necessária autorização prévia, sujeita à definição do percurso, sendo que a viagem só poderá ser feita ponto a ponto, numa distância mínima de 150 quilómetros, percorrendo apenas 50 quilómetros em estradas convencionais.

A Anfac,  associação espanhola de construtores automóveis, estima-se que a introdução dos mega-camiões poderá gerar benefícios de 700 milhões de euros anuais para a sociedade. A associação calcula que o preço da tonelada-km transportada poderá baixar 22%, assim como serão reduzidas as emissões poluentes.

Transportadores temem excesso de oferta

A Fetransa, associação de transportadores autónomos, considera, ao invés, que a autorização da circulação dos conjuntos de 25,25 metros e 60 toneladas de peso bruto tenderá a aumentar os percursos em vazio e os veículos imobilizados por falta de trabalho.

A Fetransa sustenta que existe já um excesso de oferta de capacidade de transporte no mercado, que tenderá a agravar-se com os novos veículos.

Criticado é também o texto legal agora publicado, considerado vago no que toca às autorizações de transporte que terão de ser emitidas previamente, e também no que se refere às vias por onde os mega-camiões podem circular, limitando-se a impor a utilização das auto-estradas e vias rápidas “sempre que possível”.

Criticado é ainda o facto de não serem exigidos requisitos específicos para os motoristas que conduzirão os mega-pesados.

Fonte : Transportes & Negócios

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