Marcopolo ajusta ritmo de produção no Brasil

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A crise vivida no Brasil tem tido forte reflexo nas vendas de veículos e levado as marcas a reagir, adotando estratégias que lhes permitam contornar o decréscimo da procura no país. Nessa sequência, a fabricante de autocarros Marcopolo já fez saber que continuará a reajustar a produção e o número de horas diárias de trabalho nas suas fábricas brasileiras, mas também aproveitar a desvalorização do real para tentar aumentar a quantidade de exportações.

*Texto escrito segundo as normas do português do Brasil

A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo continuará flexibilizando a jornada de trabalho de funcionários no terceiro trimestre e pode fazer o mesmo nos três últimos meses do ano, em um momento de demanda doméstica enfraquecida, ao mesmo tempo em que, no exterior, busca capturar potencial de crescimento nas exportações por conta da desvalorização do real.

No segundo trimestre, a companhia cortou sua produção no Brasil para o mercado interno em 43 por cento e disse não esperar que a situação mude no curto prazo de maneira significativa.

Assim, a expectativa é manter no atual trimestre a flexibilização da jornada de trabalhadores em vigor em praticamente todas as fábricas no Brasil, com o acúmulo de banco de horas para uma possibilidade de reação rápida em caso de retomada, disse o vice-presidente financeiro da Marcopolo, José Valiati.

“Isso ameniza o problema porque todo o custo fixo é contingenciado… Deveremos votar uma nova flexibilização para o próximo trimestre, que utilizaremos se necessário”, afirmou nesta quarta-feira em reunião com investidores e analistas.

No segmento de ônibus rodoviários, a empresa disse não esperar uma recuperação no terceiro trimestre, e sim mais para o fim do ano, depois da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter publicado resolução que define as regras do modelo de autorização das linhas interestaduais e internacionais. As companhias de transporte vinham aguardando a publicação para iniciar a renovação da frota, que deve ser adequada às novas regras em quatro anos.

A demanda normal do mercado por esse segmento, de 1.200 a 1.500 veículos por ano, caiu para cerca de 250 veículos no primeiro semestre de 2015, disse o gerente financeiro da Marcopolo, Thiago Deiro, citando dados da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati).

É esperada uma volta para o patamar de 1.500 a 2.000 veículos anuais nos primeiros anos e, posteriormente, para entre 2.000 e 2.500 veículos, disse Deiro, em um segmento no qual a Marcopolo tem 80 por cento de participação de mercado.

Já no segmento de ônibus urbanos, no qual a demanda também está abaixo do normal, a empresa espera que licitações municipais em algumas cidades e a proximidade das eleições municipais de 2016 destravem o setor a partir do ano que vem.

As ações da Marcopolo subiam 1,3 por cento às 12h46, enquanto o Ibovespa tinha valorização de 0,7 por cento.

Enquanto a demanda doméstica não volta a crescer, a Marcopolo pretende explorar potencial de crescimento de exportações, que é significativo, disse Valiati, sem detalhar números. Segundo ele, estão em foco os mercados da América Latina, incluindo o México, e África, além do Oriente Médio, região para qual a Marcopolo está começando a se voltar neste ano. Um dos objetivos é ampliar a presença no exterior com o segmento de miniônibus Volare.

No segundo trimestre, as receitas de exportações e no exterior da fabricante cresceram 16,5 por cento, a 330 milhões de reais, ao passo que as receitas no Brasil caíram 43,4 por cento, a 306,3 milhões.

Por: Priscila Jordão | Fonte: Reuters

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