Governo reúne com ANTRAM para evitar protestos de 2008

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O dia de hoje será marcado por uma reunião entre a ANTRAM – Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, e o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

“Após ter entregue na semana passada ao Executivo um documento onde constam as suas reivindicações – medidas essenciais de apoio ao sector -, a associação, que sempre apostou num diálogo proactivo com o Governo, espera receber um ‘feedback’ positivo às propostas apresentadas”, sublinha um comunicado hoje divulgado pela ANTRAM.

De acordo com o Diário Económico esta reunião poderá ser decisiva para a definição de consensos, podendo evitar protestos mais veementes das transportadoras de mercadorias, para que não se venha a repetir o cenário de 2008.

A ANTRAM, assim como a ANTP – Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas, querem que o Governo faça a devolução imediata do aumento do preço do ISP (Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos), previsto na proposta inicial do Orçamento do Estado para 2016 e que já entrou em vigor.

As outras reivindicações são descontos nas taxas de portagens; incentivos à renovação das frotas; diferenciação no pagamento do IUC – Imposto Único Circulação; e um benefício fiscal, assente na reivindicação de uma isenção de mais-valias em sede de IRC quando reinvestidas na aquisição de veículos de mercadorias.

Gustavo Paulo Duarte, secretário-geral da ANTRAM, foi perentório: “caso estas propostas não tenham recetividade que esperamos que venham a ter, não chegando a bom porto, retomaremos uma postura de defesa mais intransigente dos nossos direitos e interesses, porque as dificuldades para o nosso sector estão a incrementar, já estamos a pagar este aumento de combustíveis”.

Para o secretário geral da ANTRAM, as medidas da proposta de Orçamento do Estado para 2016 são inaceitáveis para o sector nacional do transporte rodoviário de mercadorias porque “provocam-nos um distanciamento em relação à realidade das empresas que são nossas concorrentes, em particular as espanholas e as francesas”.

Por tudo isto, a associação considera essencial “chegar-se a uma plataforma de entendimento com o Governo em prol da sustentabilidade das empresas transportadoras nacionais e do desenvolvimento do sector.

Fonte: Diário Económico | Fonte (imagem): Jornal de Notícias

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