Gasóleo profissional agrada porque há esperança de que esteja em todo o país

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A criação de gasóleo profissional, instalada numa rede fronteiriça de postos de abastecimento de combustível com preços “à espanhola” por um período de testes de 6 meses, foi no dia de ontem considerada pelas associações representantes das transportadoras rodoviárias de mercadorias, como uma “pequena vitória”.

Para as transportadoras em geral – quer os pequenos transportadores, quer os grandes – consideram que “foi a primeira vez que o Governo tomou uma medida concreta” que responde a um problema que afeta a atividade de todo o sector e que até à data não tinha tido soluções práticas”

A convicção de que em 2017 esta rede estará dispersa por todo o país, é bastante forte junto das transportadoras. Para Márcio Lopes, presidente da ANTP, esta decisão “já é um começo”, pois a ideia é que “em 2017, este sistema de abastecimentos, com preços mais baixos, aos postos de todo o país, para que as empresas que operam no mercado nacional possam beneficiar de preços dos combustíveis mais competitivos, respondendo a uma reivindicação já muito antiga de termos o chamado gasóleo profissional”.

Para o gestor da Patinter e representante da Antram, Pedro Polónio “É uma medida positiva, que responde, de forma prática, a um problema que o sector vinha sentido, sobretudo as empresas que concorrem com operadores rodoviários estrangeiros que têm acesso a gasóleo com preços significativamente mais baixos, equivalentes a menos de 20 cêntimos por litro, o que inviabiliza competitividade dos transportadores nacionais”

A medida tem apoio também nos representantes das transportadoras de passageiros. O presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), Cabaço Martins, mostrou-se bastante compreensivo “não vai excluir as empresas de transportes de passageiros e, precisamente nesse sentido, falei recentemente com o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, que entende a posição das empresas deste sector que asseguram transportes internacionais de passageiros”.

Além da adoção do “gasóleo profissional para os transportes rodoviários – que inclui igualmente as empresas de transportes públicos de passageiros, como forma de reanimação do sector – o encontro com o Governo teve a virtude de consagrar igualmente o mecanismo de redução do ISP em caso de aumento do preço da venda ao público dos combustíveis, e, ainda, outras medidas de apoio ao sector que ficaram de ser inscritas no próximo Orçamento de Estado para 2017”, diz Cabaço Martins.

Fonte: Expresso

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