Distribuidoras afastam-se das manifestações de suinicultores

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Para a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a resolução dos problemas passa pela ação das autoridades nacionais e europeias e na resolução e regulação dos diferentes mercados.

A associação, que representa 129 empresas do retalho alimentar e não alimentar e do comércio grossista, salientou ainda que a “distribuição não é o único ‘player’ relevante na formação dos preços”, apontando outros fatores como a relação entre a oferta e a procura, conjuntura europeia desfavorável, o “fortíssimo” impacto do embargo russo na produção nacional e o fim das quotas leiteiras.

A APED afirma-se ainda “disponível para dialogar com os produtores e apoiar a produção nacional” e garante que cumpre a legislação em vigor quer a nível nacional, quer comunitário.

Os produtores acusam as grandes superfícies comerciais de contribuírem “para a grave crise que arrasa a pecuária nacional” e dizem ser “indispensável a regulação legislativa e a fiscalização da atividade dos hipermercados”.

O setor reclama também ao Ministério da Agricultura e ao Governo que criem “condições para escoamento, a melhores preços à produção, dos produtos agroalimentares” nacionais, desde logo o leite e a carne, e que ao mesmo tempo efetuem um “controlo severo das importações, como está a fazer a Espanha desde há meses”

Fonte: TSF | Fonte (imagem): Jornal da Madeira

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