Dirigentes da IRU acusados de desvio de fundos

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Uma queixa com 343 páginas foi entregue às autoridades suíças, acusando o secretáro-geral e o CEO da União Internacional dos Transportadores Rodoviários (IRU) de terem desviado cerca de 487,4 milhões de euros dos fundos que deveriam ter sido entregues aos sócios da instituição no âmbito da caderneta TIR.

A acusação de “ graves atos criminais perpetrados a partir de 1 de Junho de 2013”, foi efetuada por Marak Retelski, que chefiou o departamento TIR da IRU (responsável pela segurança do sistema de pagamento das associações nacionais de transportadores) até Janeiro último, altura em que foi demitido.

Não haverá quaisquer provas de que Umberto de Pretto ou Boris Blanche, respectivamente secretário-geral e CEO da IRU, tenham lucrado pessoalmente com os fundos que não foram devolvidos aos sócios. Não obstante, numa carta que enviou à assembleia-geral da IRU, que teve lugar na sexta-feira, em Genebra, Marak Retelski destaca três áreas em que alega que os executivos violaram a lei.

A primeira, no valor de 93 milhões de francos suíços (85,5 milhões de euros), terá tido origem em contratos de seguros de associações membros da IRU, “através da qual 40% do prémio nacional era subsequentemente devolvido a uma empresa-fantasma”. O ex-executivo afirma que Pretto se recusou a notificar as associações desse dinheiro ou de o devolver. A turca TOBB será, segundo o queixoso, a maior lesada.

A segunda área apontada por Retelski prende-se com comissões dos prémios globais pagos pelos associados da IRU às companhias de seguros Zurich e AXA.

Por fim, o queixoso acusa Blanche de ter escondido uma auditoria de 2014 da Deloitte, segundo a qual a IRU tinha um excedente de 409 milhões de francos suíços (376 milhões de euros) relativos à atividade das cadernetas TIR.

Fonte: Transportes & Negócios

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