CP Carga poderá vir a adquirir locomotivas da CP a partir de 2016

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O concurso para reprivatização da CP Carga deverá ser lançado ainda este mês e está a ser preparado pelo Governo, que conta com o auxílio de um estudo técnico elaborado pelo Banco BIG. A Transportes em Revista teve acesso ao estudo e noticia que entre as medidas nele constantes com vista a valorizar empresa de transporte de carga e a reduzir as suas despesas a longo prazo está a aquisição de locomotivas da CP, as quais são atualmente utilizadas pela CP Carga em regime de aluguer.

O Governo poderá incluir no caderno de encargos da reprivatização da CP Carga, cujo concurso irá ser publicado até final do mês de junho, três medidas estratégicas para ajudar a reforçar a estrutura financeira da empresa e respetiva capacidade económica. Para preparar o processo de reprivatização, a CP Carga encomendou um estudo técnico ao Banco BIG que faz uma análise detalhada da empresa e da sua atividade. O estudo, a que a Transportes em Revista teve acesso, revela que foram feitas projeções financeiras para o período 2015-2021 de modo a proporcionar aos potenciais investidores um cenário de referência com base num conjunto de pressupostos, alguns dos quais, significativamente diferentes do desempenho histórico da CP Carga. Um desses pressupostos é a transferência de parte das locomotivas da CP para a CP Carga. Atualmente, a CP Carga opera um total de 64 locomotivas (34 elétricas e 30 a diesel), no entanto o material circulante pertence à CP que depois as aluga à CP Carga. O objetivo é fazer com que as locomotivas passem a fazer parte dos ativos da CP Carga a partir de 2016, permitindo uma poupança na ordem dos 14,3 milhões de euros. Só em 2014, a CP Carga pagou à CP cerca de 18,7 milhões de euros em rendas relativas ao aluguer das locomotivas.
Outra das medidas em discussão é a otimização e redimensionamento das operações, que implicará a cessação das operações de tráfego ferroviário de mercadorias nas linhas do Minho, Douro, Oeste e Algarve. A CP Carga pretende ainda passar a cobrar as operações de manobra ferroviária dentro dos portos de Leixões, Aveiro, e Setúbal (e cujos serviços não são cobrados a ninguém), e que, em 2015, poderão resultar num retorno de 150 mil euros.
Em 2014, a empresa transportou 9.2 milhões de toneladas de mercadorias, o que significou um crescimento de 11,4 por cento em relação ao ano anterior. O principal negócio da empresa continua a ser o transporte contentorizado, que representa cerca de 32 por cento das mercadorias transportadas, seguindo-se o cimento (21%) e o carvão (12%).
Por: Pedro Pereira | Fonte: Transportes em Revista | Fonte (imagem): CP Carga

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