Camiões sem condutor: Realismo ou preocupações exageradas

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Os camiões de condução autónoma serão mais seguros e baratos do que aqueles que são controlados por humanos, isso não significa que os cerca de 3,5 milhões de camionistas profissionais americanos desistam “sem dar luta às máquinas”.

Trata-se, como se sabe, de um trabalho bastante duro, a várias horas e quilómetros de distância, uma profissão solitária e habitualmente mal remunerada.

Já há quem preveja um cenário idêntico àquele que se viveu entre os taxistas e a Uber. Andy Stern, antigo presidente da Service Employees International Union, refere que os camionistas se irão insurgir contra esta nova realidade.

Os gigantes da tecnologia já se começam a debruçar sobre a indústria automóvel, como a Google, a Tesla ou a Apple, e o horizonte temporal para encontrar este tipo de veículos nas estradas está cada vez mais curto. “As pessoas poderão escolher se entram ou não neste tipo de veículos, mas as empresas não levarão muito tempo a adotar estas tecnologias, porque estamos a falar de economia de trabalho” refere Stern.

Uma forte corrente de negação

Apesar de todos os desenvolvimentos, os fabricantes de camiões referem que continuará a ser necessário ter um motorista ao volante devido ás complexas manobras que são necessárias executar. Para Ted Scott, da Associação Americana de Camionagem, “Durante bastante tempo não será possível ver um camião sem condutor” refere. “Os humanos são excelentes motoristas durante 99,9% do tempo. As falhas acontecem por vezes. Os computadores costumam falhar muito mais vezes do que as pessoas” realça.

Camiões sem condutor. São uma preocupação exagerada ou uma realidade impossível de contrariar. Alguns motoristas estão bastante alarmados com esta ameaça.

Ted Scott diz ainda “ As pessoas habitualmente não gostam de conduzir ao pé de camiões, mesmo quando têm condutores ao volante. Agora vão lá dizer-lhes que não haverá motorista”.

Não é a tecnologia mas sim a legislação que impede os camiões sem condutor. Nesse sentido, prevê-se que as empresas de camionagem exerçam lobby de forma a que as leis sejam revistas, salvaguardando os seus interesses que passam por reduzir os custos.

E os 3,5 milhões de camionistas americanos ?

As preocupações já existem entre alguns profissionais. O salário oferecido aos motoristas já é reduzido, mesmo existindo necessidade pelos seus serviços, o que será se essa necessidade deixar de existir.

Alguns preveem uma autêntica tempestade a abalar a indústria. Vários camionistas estão a pensar em consolidar os seus estudos de forma a que possam ter mais possibilidades no caso de o setor ser devastado pelos camiões autónomos.

É um facto que as experiências estão cada vez mais intensas e que os resultados são positivos. Mas será que a tecnologia conseguirá mesmo suplantar as capacidades humanas?

Fonte: The Guardian (adaptado)

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