Camiões brasileiros combatem roubo de carga com a instalação de chip

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O Brasil iniciará em setembro, através da sua Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma vasta operação com vista à proteção dos camiões brasileiros, dos seus condutores e em particular da carga que transportam. Há mais de um milhão destes pesados a circular pelas estradas daquele país de expressão lusa, sendo que em 2014 foram contabilizados 17,5 mil roubos de carga, situação que traz grandes problemas de segurança e financeiros.

Há mais de um milhão de camiões a circular nas estradas brasileiras. Só no ano passado, foram contabilizados 17,5 mil roubos de cargas, o que correspondeu a um prejuízo de mil milhões de reais (um número igualmente “quilométrico” quando convertido em euros: 2.89.729.103.288,425€).

A solução para este problema está a ser afinada e passará pelo uso de um sistema de rastreio semelhante aos utilizados em países como os Estados Unidos, que verificará a situação do camião e da carga, bem como informação sobre impostos federais e estaduais.

Um chip como o que é mostrado na imagem será, depois de instalado, lido, e as suas informações comparadas com um banco de dados, de cada vez que um camião passar por um posto da ANTT (estação dotada de um sistema semelhante aos radares). Essa será, portanto, uma das formas de fiscalização introduzidas, sendo praticada sem que haja necessidade de parar o camião.

Os dados lidos serão também passados para a polícia, por forma a que seja possível aceder a informações sobre a localização dos camiões procurados. O chip vai ser fixado no para-brisas e substituirá o adesivo atualmente utilizado pelos camiões canarinhos, colado na carroçaria.

A partir de setembro os camionistas a trabalhar no Brasil são, por isso, convocados a proceder ao recadastramento obrigatório e compra do chip, um período que, pelo que se prevê, deverá ter a duração de um ano e meio. O chip custará R$50 (14,49 €) para os camionistas. A instalação dos chips será feita, igualmente, a partir de setembro, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Estabeleceu-se como objetivo a instalação, no prazo de cinco anos, de 53 pontos de fiscalização da ANTT, sendo a meta cobrir 75% das estradas mais importantes.

“Caso haja um roubo ou um furto de um veículo de carga, o órgão de segurança competente para fazer a investigação poderá solicitar à ANTT a qualquer momento as informações do nosso banco de dados de passagem para verificar se há ali algum indício que possa ajudar na investigação”, diz Marcelo Vinaud Prado, superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas da ANTT.

O especialista (e vice-presidente regional Associação de Transporte de Carga e Logística) Flávio Benatti acha que a medida é um passo importante no combate ao roubo de cargas no país:

“É um divisor de águas no setor.  Haverá um controle muito mais efetivo da frota nacional e à medida que tiver o primeiro alerta sobre uma irregularidade naquele transporte, não tenha a menor dúvida que será muito mais fácil para as autoridades poderem atuar”, diz Benatti.

Fonte: Globo.com (adaptação)
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