Associações Ambientalistas “atacam” veículos pesados

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Em carta endereçada à União Europeia, várias associações ambientalistas, de transportes e do ramo alimentar, apelaram para a redefinição dos padrões de eficiência de combustível a aplicar aos pesados de mercadorias.

Os subscritores do documento afirmam que uma melhoria de cerca de 35% na eficiência de combustível nos novos camiões poderia gerar poupanças na ordem dos 10 mil euros/ano por camião, reduzindo consequentemente o número de emissões de dióxido de carbono para a atmosfera.

Segundo avança a associação ambientalista, Quercus, as empresas gastam, em média, cerca de 35 mil euros por ano com o abastecimento de combustível de cada camião com reboque, representando cerca de 60% de todo o combustível destinado ao transporte pesado rodoviário na Europa.

Estes custos do combustível acabam por ser transferidos para os consumidores, através do aumento dos preços dos produtos e serviços, salienta.

O pedido de regras para ter camiões e reboques mais eficientes na Europa dirigiu-se também a outros responsáveis europeus como os comissários de Ação Climática e Energia, Miguel Arias Cañete, do Ambiente, Assuntos Marítimos e Pesca, Karmenu Vela, e Investigação e Ciência, Carlos Moedas.

Entre os signatários da missiva estão a Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E), que a Quercus integra, a Nestlé, a Philips, a DB Schenker ou a Deutsche Post DHL, que “concordam de forma unânime que a definição de regras mais exigentes no que toca à eficiência dos veículos pesados de mercadorias na Europa permitiria” obter várias vantagens.

Assim, as entidades que assinam a carta defendem a apresentação de uma proposta legislativa para que sejam introduzidos nos próximos dois anos novos limites de emissão para camiões e reboques.

O argumento é que a “simples monitorização das emissões de dióxido de carbono dos camiões e reboques não será suficiente para impulsionar a inovação e tornar o mercado europeu de camiões ultra-eficiente em termos de consumo de combustível”.

Além da Quercus, entre as signatárias portuguesas da carta estão duas associações do setor dos transportes, a Associação Nacional dos Transportadores Portugueses (ANTP) e a Associação Nacional dos Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).

Fonte: Notícias ao Minuto (adaptado)

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