As quatro propostas a concurso na privatização da CP Carga e as duas interessadas na EMEF

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Há quatro interessados na aquisição da CP Carga. MSC, Cofihold, Springwater e Atena Equity Partner entregaram ontem, dia que marcou o término do concurso de privatização, as suas propostas de compra da empresa de transporte de mercadorias da CP. Já a privatização da EMEF foi menos “concorrida”, tendo recebido propostas da Alstom e da Bavaria Industries Group.

A CP recebeu esta terça-feira, 30 de junho, quatro propostas à privatização de até 100% da CP Carga e duas pela sua participada EMEF, sabe o Negócios.

À compra da empresa de transporte de mercadorias foram apresentadas propostas da MSC, Cofihold, Springwater (empresa que comprou a Espírito Santo Viagem) e Atena Equity Partner.

Já à privatização da Empresa de Manutenção e Equipamento Ferroviário (EMEF) apresentaram propostas a Alstom e o Bavaria Industries Group AG.

“Em comunicado, a CP informa ainda que irá proceder à elaboração dos relatórios de apreciação das propostas agora entregues, a fim de os submeter ao Governo”.

De fora destes processos ficaram empresas como a Takargo, do grupo Mota-Engil, dado como um dos potenciais interessados na CP Carga, ou a Siemens, cujo interesse na EMEF tinha também sido noticiado.

A CP Carga e a EMEF registaram em 2014 resultados líquidos de 5,3 milhões e 909 mil euros, depois de em 2013 terem apresentado prejuízos de quase 23 milhões de euros e de 4,4 milhões, respetivamente.

O Governo aprovou em maio o caderno de encargos das privatizações até 100% das duas participadas da CP. Mais do que o valor a pagar pela aquisição das ações, as regras do concurso valorizam o projeto estratégico nos dois casos.

No caso da EMEF, “com vista, entre outros aspetos, ao reforço da sua competitividade e eficiência, no quadro das atividades atualmente desenvolvidas para o setor ferroviário nacional e a promoção da sua internacionalização com vista à penetração noutros mercados à escala global”.

Também na CP Carga, o caderno de encargos valoriza “a promoção de um projeto de internacionalização com vista à penetração noutros mercados à escala europeia, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento da economia nacional, em especial do setor exportador português”.  É ainda um critério do concurso o compromisso de reforço da capacidade económico-financeira e estrutura de capital.

De acordo com as regras definidas, os investidores privados vão ter de ficar no capital das empresas durante três anos, o mesmo prazo que ficou determinado para a obrigatoriedade de ser mantida a sua sede e direção em Portugal.

No início deste ano, segundo revelou então o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, Bruxelas admitia apenas duas alternativas para estas empresas: a privatização ou a liquidação. Para Bruxelas, a CP Carga e a EMEF não podiam ser mantidas nas condições atuais na esfera pública por questões de concorrência.

Por: Maria João Babo | Fonte: Jornal de Negócios | Fonte (imagem): CP Carga

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