Abastecer em Espanha é a última solução, afirmam as associações do setor dos Transportes

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A mais recente medida de agravamento dos impostos sobre os combustíveis (ISP), a rondar os seis cêntimos por litro na gasolina sem chumbo e também no gasóleo rodoviário, tem naturalmente suscitado bastantes críticas, por parte não só dos automobilistas comuns, como por parte das empresas e associações do setor dos transportes, que se sentem lesadas com estas medidas.

No entanto, Mário Centeno, ministro das Finanças, avançou com a possibilidade de conceder benefícios fiscais às empresas do setor dos transportes, como as de transporte de passageiros e mercadorias e ainda os serviços de táxis.

Em resposta, de forma pronta, as associações do setor manifestaram não só a sua insatisfação, como também as reações que pretendem adotar caso as compensações às empresas não sejam relevantes. Segundo Paulo Duarte, presidente da Associação dos Transportadores de Mercadorias (Antram), a única hipótese para estas empresas será reforçar o seu abastecimento em Espanha “.

O líder da Antram, refere ainda “Exigimos ter medidas compensatórias, porque este aumento [do Imposto sobre Produtos Petrolíferos]representa um custo grande demais para as empresas”, disse à Lusa o responsável, reagindo à proposta do Orçamento do Estado para 2016

No entanto, estas medidas compensatórias só se verificarão, caso as empresas comprem o combustível em território português. É que, conforme sublinha o articulado do OE, “os gastos suportados com a aquisição de combustíveis (…) para abastecimento de veículos de transporte de mercadorias e de passageiros são dedutíveis para efeitos de determinação do lucro tributável de IRC ou IRS de sujeitos passivos com contabilidade organizada”, mas isto, detalha o artigo, apenas se os combustíveis forem adquiridos “em território português”.

Fonte: RTP; Correio da Manhã; Dinheiro Vivo; Observador

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