A privatização e o futuro da TAP segundo um dos seus novos donos, Humberto Pedrosa

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Entrevistado pelo Diário Económico, Humberto Pedrosa, presidente da Barraqueiro, que tem a maioria do consórcio que comprou a TAP, recordou alguns aspetos do negócio da privatização da companhia aérea. O responsável fala também do futuro da Transportadora Aérea Portuguesa e deixa uma mensagem sobre a importância do contributo dos seus funcionários para o sucesso e saúde da empresa.

Humberto Pedrosa acredita que a privatização da TAP foi um bom negócio para o Estado, tendo em conta a dívida da companhia aérea. “A TAP vale metade da dívida que tem”, adiantou o presidente da Barraqueiro, que tem a maioria de capital no consórcio.

“Pagámos 500 milhões acima do valor da TAP. Não pagamos, mas ficamos com a dívida, que é a mesma coisa”, referiu o empresário, em entrevista ao Económico.

Pedrosa rejeitou críticas ao negócio, salientando que “pagar 10 milhões ao Estado foi muito dinheiro”.

O presidente da Barraqueiro deixou ainda uma mensagem aos funcionários da TAP, que tem passado por vários períodos de greve. “A saúde da empresa está nas mãos dos trabalhadores”, salientou Pedrosa, realçando que “a companhia vive deles e não pode sobreviver sem eles”.

Para o empresário, “não haverá ninguém interessado, como trabalhador da TAP, em penalizar a empresa”. Humberto Pedrosa recusou ainda que o consórcio tenha a intenção de reduzir funcionários.

O presidente da Barraqueiro garantiu ainda que “há vários bancos interessados” em renegociar a dívida da TAP, “principalmente estrangeiros, mas já apareceram nacionais também”.

Fonte: Jornal de Negócios

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