A melhor estrada do mundo para conduzir é portuguesa e tem sotaque nortenho

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O troço da estrada Nacional 222 entre Peso da Régua e Pinhão foi hoje eleito a melhor estrada do mundo para conduzir, segundo notícia da revista Fugas (pertença do jornal Público). A escolha foi feita pela Avis Europe para a competição “World’s Best Driving Road” e teve na sua base uma fórmula científica especialmente desenvolvida para o efeito.

A empresa de aluguer de automóveis criou um pequeno painel de especialistas de diferentes áreas que testaram no total 25 estradas espalhadas pelo mundo. Na base dos testes e da escolha feita esteve o “Índice de Condução Avis”, uma fórmula desenvolvida pelo físico quântico Mark Hadley, da Universidade de Warwick (Reino Unido). O índice abrange aspetos como o tipo de condução, a aceleração média e lateral, a geometria da estrada, o tempo de travagem e as distâncias.

Hadley testou depois a sua fórmula com a ajuda de Hermann Tilke, designer de circuitos de Fórmula 1, e John Wardley, criador de montanhas-russas. A fase de testes permitiu concluir que o índice ideal de condução é 10:1 – isto é, falando em proporções ideais, dir-se-á que para cada segundo passado numa curva devem existir dez segundos a conduzir em linha reta.

No caso do fragmento da N222 entre o Peso da Régua-Pinhão, a relação verificada foi de 11:1, o melhor valor registado de entre as estradas analisadas. Ao longo dos 27 quilómetros em causa foram contabilizadas 93 curvas, intercaladas por retas relativamente longas e pelo avistamento do rio Douro.

A envolvente embelezada pelo rio, aliada à diversidade do traçado e diferentes exigências que vai ditando ao nível da condução, foram as grandes responsáveis pela eleição da Avis Europe. Conforme explica Samuel Silva no artigo do Fugas, “os organizadores desta competição internacional valorizaram a sensação criada pela alternância entre uma condução mais exigente e desportiva das curvas apertadas e as longas retas, que permitem uma vista privilegiada sobre o rio e os socalcos do Douro.”

Para além da vencedora, houve outras duas estradas portuguesas alvo do teste: a N247 entre Sintra e a Praia das Maçãs e a N267, entre São Marcos da Serra e Monchique. Das 25 “concorrentes”, houve outras que se evidenciaram não pelo equilíbrio, mas pelos resultados extremos que obtiveram, como a estrada da Costa Amalfitana (Itália), com um índice de 1 segundo em curva por cada segundo em reta, ou a Overseas Highway (Florida, EUA), que tem um índice de 1240:1.

Fonte (imagem): Nelson Garrido

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